3 de jun. de 2011

Como e bom ter um tempo pra sentar e poder escrever alguma coisa, poder esvaziar a cabeça depois de uma semana atribulada pela correria do dia a dia, e ate mesmo por discursões idiotas do cotidiano.
Mais não e sobre isso que vou falar, de uma certa forma tudo que aconteceu foi um gancho para que escrevesse tudo isso.
Minha vida sempre foi um vida diferente de algumas pessoas que viviam ao meu redor, eu comecei a trabalhar ao  12 anos de idade, onde as crianças da minha idade brincavam jogavam bola, corriam atrás de pipas, mais eu já estava trabalhando tendo que assimilar o tempo no trabalho com as tarefas do colégio, mais isso nunca me impediu de ser uma criança alegre e espontânea. Nessa idade foi o meu primeiro contado com trabalho pesado, como meus pais eram separados e meu pai era empresário no ramo de decoração logico que eu trabalhava com ele, meu pai já havia constituído mais um relacionamento e com isso veio mais filhos, nessa época ele também era funcionário publico, trabalhava um dia sim outro não no Hospital da Ceilândia na área de manutenção como eletricista. Lembro-me bem que ele sempre me levava para ir trabalhar com ele, ate hoje tenho duvidas para que ele me levava a ir trabalhar com ele, será que era pra que eu ficasse mais perto dele e pudéssemos criar um vinculo de amizade entre pai e filho? Ou pelo fato da mulher dele não gostar de mim e já ter os filhos dela pra criar e não querer tomar de conta de uma criança de 12 anos? Bom isso ate hoje eu não descobrir. No final desse mesmo ano em que eu trabalhava com meu pai, ele me mandou de volta pra morar com minha mãe, pois como criança de 12 anos sempre dei trabalho aos meus pais.(nossa como minha mãe sofreu pra me educar). Lembro muito bem, pra mim parece que foi ontem, que chequei na casa de minha mãe chorando , ela me sentou no sofá e disse assim: Seu pai acabou de ligar, dizendo que não era pra eu deixar você voltar de jeito nenhum pra lá, no mesmo momento enxuguei as lagrimas. Mesmo assim sempre tive uma imagem do meu pai construída em minha mente, sempre pesei que ele fosse uma pessoa boa e amável. Ai então segui minha vida como uma criança agora de 13 anos. Sempre ajudava minha mãe nas tarefas de casa, bom na verdade sempre fiz tudo, e nunca reclamava,  pois gostava de fazer,(ainda gosto) sempre arrumava a casa, lavava eu mesmo as minhas roupas. Então as 14 anos minha irmã me deu uma oportunidade de ir morar com ela, pois assim poderia estudar durante a noite e trabalhar durante o dia, então novamente fui trabalhar na empresa de meu pai, nessa época trabalhava em um setor que chamamos de fundição, e um lugar onde fabricamos molduras de gesso para e instalação nas casas. Minha vida tomou um  outro rumo pois já podia estudar durante a noite e trabalhar e já tinha meu dinheiro, mais como as coisa na vida era bem novas pra mim ainda, conhecendo pessoas mais velhas que eu, mais experientes em algumas coisa, me apresentaram a bebida alcoólica, o ruim de tudo que não comecei com cerveja, comecei logo com bebidas pesadas, tipo DOMUS nossa naquela época gostava muito, deixávamos de ir a aula para tomar DOMUS com coca-cola na frente do colégio. Foi ai que comecei a me embriagar de verdade(risos) foi assim que pude ver como a vida era de verdade, como morava com minha irma ela ficou desesperada em saber que eu estava bebendo, então conversou com meu pai que não lhe deu nenhuma solução e também não ajudou em nada, então ela ligou pra minha mãe que assim que pode veio para Ceilândia cuidar de mim, imagina um marmanjo de 14 anos que já trabalhava tendo os cuidados da mãe, eu me amarei na ideia, pois amo de paixão minha veinha. Então as coisas começaram a mudar novamente em minha vida, não existia mais bebidas em minha vida. Então sequia mina vida normalmente, então o tempo passou minha mãe voltou a morrar onde ela sempre morou, e eu constitui uma relação e passei a morar com essa pessoa, e continuei a trabalhar na empresa do meu pai, durante esses anos recebi uma proposta de trabalho para administrar uma empresa no mesmo seguimento, sentei com meu patrão e pai e conversei com ele sobre o assunto, me deu um certo apoio, então eu fui, achei que seria uma boa oportunidade de respirar novos ares e trabalhar de uma forma diferente em que trabalhava lá, então fui, confesso que não foi nada fácil, infelizmente não durou mais que três meses pois a pessoa pra quem trabalhava não gostava muito de pagar os funcionários como devia. Então voltei a trabalhar com meu pai, passando mais alguns anos de trabalho la, entramos em discórdia e resolvi sair mais um vez, dessa vez aceitei um grande desafio, fui trabalhar na área da construção civil, como ajudante pedreiro, não foi muito fácil mais também não foi difícil. Então parecia que tudo estava indo normal ate que as coisas começaram a apertar pois estava acostumado a ter dinheiro todo dia, e como onde estava trabalhando so recebíamos no final do mês, era meio difícil manter a casa, então tive que recorrer ao meu pai, que por sua vez viu meu sofrimento onde estava trabalhando e me convidou a voltar a trabalhar com ele, então eu pensei: Poxa não vou ter meu pai por toda a vida, tenho que aproveitar enquanto ele esta vivo pra estar do lado dele, então aceitei a proposta dele. Voltei com todo gás do mundo pra trabalhar ao lado dele, me dediquei ao máximo a oportunidade que me foi concedida, fiz tudo como mandava o figurino. Hoje se passado dois anos, pude escutar da boca do meu patrão e pai oque nunca imaginei que iria escutar. Numa discursão de como trabalhar e no que dar prioridade pedi a ele que desse baixa na minha carteira, pois nesse momento estou em uma situação financeira não muito favorável e enxerquei nisso uma boa oportunidade de colocar minhas contas em dia, mais ele não enxergou dessa forma e me disse algumas coisa que acho que não seria necessária mencionar aqui, mais uma das coisa que me disse me machucou muito, ele disse que de mim não espera mais nada.
A onde quero chegar com esse texto, acho que 80% da população do planeta terra sempre procura a mesma coisa “RECONHECIMENTO”. Quem não gosta de ser conhecido por um bom serviço prestado, que não gosta de ser reconhecido por um favor prestado, que não gosta de ser reconhecido por uma comida boa, um ótimo artigo escrito. Não pense que você e pequeno em meio esses gigantes, um dia você pode ser grande, basta você correr atrás dos seus objetivos, e de seus sonhos. Uma amiga certa vez me disse uma frase que levo comigo por onde eu vou. “Você já tem um NÃO, agora tem que correr atrás do SIM” pois e isso que tenho feito dia a dia. Vou provar a todas as pessoas que um dia pensaram que eu era pequeno e que não esperavam nada de mim, vou provar que sou capaz de mudar e ajudar muita gente.




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